A GAM duplica o seu lucro líquido no primeiro semestre, atingindo os 6,3 milhões de euros.
  • As receitas atingiram os 156,1 milhões de euros, um aumento de 3%, enquanto o EBITDA cresceu na mesma proporção, para 43,9 milhões de euros, mantendo estável a margem sobre as vendas nos 28%.
  • As três áreas de atividade evoluíram de forma equilibrada: aluguer e serviços atingiram 58,2 milhões de euros (37%); distribuição e pós-venda, 53,7 milhões de euros (34%); e o negócio recorrente de longo prazo, 44,2 milhões de euros (29%), reforçando a diversificação e a estabilidade do modelo de negócio.
  • A Península Ibérica consolidou a sua posição como principal mercado do Grupo, com receitas de 127,8 milhões de euros e um crescimento de 1%; a América Latina acelerou 11%, atingindo 22,6 milhões de euros, enquanto Marrocos e a Arábia Saudita mantiveram uma atividade estável, com 5,7 milhões de euros.
  • A GAM reduziu o seu rácio de endividamento de 3,4x para 3,3x EBITDA e manteve uma posição de liquidez de 62,3 milhões de euros.

Granda, Siero (Astúrias), 30 de julho de 2026. – A GAM, multinacional especializada em fornecer soluções integrais e personalizadas para a indústria, encerrou o primeiro semestre de 2026 com um lucro líquido de 6,3 milhões de euros, mais do dobro do registado no mesmo período do ano anterior, quando se situou nos 2,8 milhões de euros. Este crescimento de 127% permitiu duplicar a rentabilidade sobre as vendas, que passou de 2% para 4%.

As receitas atingiram os 156,1 milhões de euros, mais 3% do que no mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA também aumentou 3%, alcançando os 43,9 milhões de euros, mantendo uma margem estável de 28%. O resultado operacional apresentou uma evolução ainda mais expressiva: o EBIT cresceu 22%, para 17 milhões de euros, elevando a margem de 9% para 11%.

A evolução do semestre foi equilibrada entre as principais áreas de atividade. O segmento de aluguer e serviços gerou receitas de 58,2 milhões de euros (37% do total); a distribuição e pós-venda atingiu 53,7 milhões de euros (34%); e o negócio recorrente de longo prazo alcançou 44,2 milhões de euros (29%). As três áreas cresceram entre 2% e 3%, mantendo um modelo diversificado que reduz a dependência de uma única fonte de receitas e reforça a estabilidade do Grupo.

Por mercados, a Península Ibérica registou um crescimento de 1%, atingindo 127,8 milhões de euros, enquanto a América Latina foi o principal motor de expansão, com um crescimento de 11%, alcançando 22,6 milhões de euros.

A melhoria do negócio refletiu-se igualmente na geração de caixa. Durante o semestre, a GAM gerou 51,3 milhões de euros de caixa proveniente das operações. Após investimentos em maquinaria e pagamentos relacionados com aquisições, a empresa manteve um fluxo de caixa positivo de 15,6 milhões de euros antes do financiamento.

O investimento em maquinaria ascendeu a 29,9 milhões de euros, contando com uma contribuição relevante de equipamentos provenientes da REVIVER, a unidade de remanufacturação do Grupo, que contribui para uma gestão mais eficiente e sustentável da frota ao prolongar a vida útil dos equipamentos e reduzir a necessidade de aquisição de maquinaria nova. A empresa mantém como objetivo limitar o investimento a cerca de 55%-60% do EBITDA até ao final de 2026.

O rácio de alavancagem reduz-se para 3,3x EBITDA

Durante os primeiros seis meses do ano, a dívida financeira líquida situou-se em 294,1 milhões de euros, face aos 288,5 milhões de euros registados em junho de 2025, essencialmente devido ao maior financiamento do fundo de maneio e a investimentos ainda por estruturar a longo prazo.

Apesar disso, a melhoria dos resultados permitiu reduzir o rácio de endividamento de 3,4x para 3,3x EBITDA. Ou seja, embora a dívida tenha aumentado em termos absolutos, também melhorou a capacidade relativa do Grupo para a suportar. A GAM mantém ainda uma posição de liquidez de 62,3 milhões de euros, reforçando a sua capacidade para responder às necessidades operacionais e continuar a desenvolver os seus projetos de crescimento.

A solidez do modelo de negócio assenta igualmente numa carteira contratual de longo prazo superior a 280 milhões de euros, que confere elevada visibilidade sobre uma parte significativa das receitas futuras. A isto junta-se uma base de negócio diversificada entre aluguer, distribuição, pós-venda e serviços recorrentes, bem como projetos como a REVIVER, Kirleo e Inquieto.

Na segunda metade do exercício, a empresa continuará a impulsionar o seu crescimento internacional e o desenvolvimento de áreas estratégicas como a energia, a construção modular e os eventos. Prosseguirá igualmente a expansão do negócio de distribuição através da incorporação de novas marcas e de acordos com fabricantes, uma estratégia que permite aumentar a atividade e reforçar a relação com os clientes sem depender exclusivamente do crescimento da frota própria.

Antonio Trelles, Diretor Financeiro da GAM: «Estes resultados confirmam que a GAM está a evoluir para um modelo de crescimento de maior qualidade. Não se trata apenas de aumentar a atividade, mas de o fazer com melhores margens, maior recorrência e uma utilização mais eficiente do capital. O facto de o resultado operacional crescer muito acima das receitas demonstra que as decisões tomadas nos últimos anos — a diversificação do negócio, o desenvolvimento de serviços de maior valor acrescentado e a disciplina de investimento — estão a reforçar a capacidade da GAM para gerar resultados. O nosso objetivo para a segunda metade do exercício é consolidar esta evolução, traduzi-la em geração de caixa e continuar a crescer assente numa estrutura financeira sólida.»